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05/08/2022
Orçamento de 2023 deve manter redução de impostos sobre combustíveis
A proposta de Orçamento para 2023, que será enviada pelo governo ao Congresso no dia 31 deste mês, deverá manter a redução de impostos federais sobre os combustíveis, de acordo com integrantes do governo. A medida custará cerca de R$ 55 bilhões, segundo cálculos em discussão no Palácio do Planalto. Com articulação do governo, o Congresso aprovou zerou neste ano os impostos federais (PIS/Cofins e Cide) sobre gasolina, óleo diesel e biocombustíveis, além do gás de cozinha. Essa desoneração, porém, só vale até dezembro. Prever no Orçamento de 2023 a manutenção da desoneração faz parte da estratégia eleitoral do presidente Jair Bolsonaro. Assessores do presidente querem evitar notícias vistas ...

O Momento Econômico do Brasil Pós Pandemia
https://www.folhape.com.br/colunistas/pernambuco-economico/o-momento-economico-do-brasil-pos-pandemia/31758/ - 02/07/2022

Passada a fase mais aguda da pandemia, e, ainda em meio à guerra da Ucrânia, o Brasil e o mundo se voltam para os ajustes necessários em suas economias

Visitaremos neste artigo os aspectos relativos ao desemprego, investimentos estrangeiros, inflação, taxa básica de juros, comércio exterior e PIB.

Tocando em um dos assuntos mais sensíveis da economia, o desemprego no Brasil tem apresentado melhoria contínua e já apresenta índices melhores do que da época pré-pandêmica. Ações contínuas como a do seguro desemprego junto a caixa econômica federal continuam a colaborar nesta fase para os cidadãos sem emprego.

De acordo com dados da ocupação divulgados em 30 de junho próximo passado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) a taxa de desocupação ficou em 9,8% no trimestre móvel encerrado em maio.

A melhora foi de 1,4% (p.p) em relação ao trimestre de 12/2021 a 02/2022 quando a taxa foi de 11,2%, e de 4,9% (p.p) na comparação com o mesmo período de 2021, quando o desemprego estava em 14,7%.

Simplesmente, 9,8% é a menor taxa de desocupação, para um trimestre encerrado em maio, desde 2015, quando o indicador registrou 8,3%.
Os números são expressivos e revelam uma vitória enorme contra a tragédia do desemprego provocada pela pandemia.

Em números, o Brasil tem hoje 10,6 milhões de pessoas desocupadas. São 1,4 milhão de pessoas a menos em comparação ao trimestre imediatamente anterior, o que representa um recuo de 11,5%.

Na comparação anual, a queda foi de 30,2%, com 4,6 milhões de pessoas a menos desocupadas.
O total de pessoas ocupadas atingiu o recorde da série iniciada em 2012, com 97,5 milhões de pessoas. Uma alta de 2,4%, ou mais 2,3 milhões de pessoas, na comparação trimestral, e, de 10,6%, ou 9,4 milhões de pessoas, na comparação anual.

São milhões de brasileiros que hoje estão em atividade e longe da agonia e desespero do desemprego.
Por fim, o Brasil tem sido o país que mais vem reduzindo o desemprego entre os países do G20.

Apesar do aumento na ocupação, o rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior no valor de R$ 2.613,00. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 249,8 bilhões, uma alta de 3,2% no trimestre e de 3,0% no ano.

Outro dado importante é que na comparação com o trimestre anterior, o rendimento apresentou estabilidade em todos os grupamentos de atividades.
Foi um crescimento expressivo e não isolado da população ocupada”, diz Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE. Ela destaca que os aumentos da ocupação vêm ocorrendo em diversas formas de inserção do trabalhador, tanto entre os informais quanto entre os com carteira de trabalho.

Movimento faz parte de um processo de recuperação das perdas de 2020, com gradativa recuperação ao longo de 2021. “No início de 2022, houve uma certa estabilidade da população ocupada, que retoma agora sua expansão em diversas atividades econômicas”.

IPCA 2021 / 2022

SUPERAVIT PRIMÁRIO

O Brasil apresentou superávit primário de R$ 86,1 bilhões no 1º quadrimestre de 2022.

O resultado é superior em R$ 40,3 bilhões ao valor previsto para o primeiro quadrimestre. (Decreto nº 11.019/2022) onde constava uma previsão de superavit da ordem de R$ 45,8 bilhões.
Este importante dado representa a solidez das contas do governo, que arrecada mais do que gasta e superando e muito a própria meta.

Este dado leva confiança ao mercado, notadamente aos investidores, que percebem que o governo conseguirá honrar seus compromissos.

INVESTIMENTOS DIRETOS DE ESTRANGEIROS

Os dados do Relatório Mundial de Investimentos da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) apontam que o Brasil recebeu no ano passado US$ 50,3 bilhões em investimentos estrangeiros. Este valor nos levou a ser o 6° melhor país no mundo em capitação de investimentos de estrangeiros.

A previsão do BACEN é que este ano de 2022 o Brasil atraia US$ 55 bilhões.
Estas são marcas importantes e representam a confiança do mundo capitalista na economia brasileira.

COMÉRCIO EXTERIOR

As exportações brasileiras somaram, em maio de 2022, US$ 29,6 bilhões, e as importações, US$ 24,7 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 4,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 54,4 bilhões.

No acumulado do ano (janeiro a maio), as exportações totalizam US$ 131,1 bilhões e as importações, US$ 106,0 bilhões, um saldo positivo de US$ 25,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 237,0 bilhões.

Fator importante na análise da vitalidade da economia, o aumento da corrente de comércio e a geração de expressivo saldo positivo para os primeiros 05 meses do ano, comprovam que a retomada da economia brasileira se dá também a partir da inserção de nossa economia no comércio mundial.

INFLAÇÃO

Maior obstáculo ao crescimento econômico sustentável e inimigo número 1 das famílias, a taxa de inflação tem sido enfrentada pelo governo brasileiro através da redução dos impostos, visando baratear os preços, redução do imposto de importação, com o objetivo de incentivar a importação de produtos e equilibrar a oferta interna, elevação da taxa de juros básica, dentre outras medidas.

Neste esforço, o país tem negociado com a Rússia a aquisição de fertilizantes que são necessários para manter e até aumentar a produção do agronegócio, assegurando assim, a segurança alimentar não só dos brasileiros, bem como, do mundo.

• MÊS 2022 | Janeiro 0,54 | Fevereiro 1,01 | Março 1,63 | Abril 1,06 | Maio 0,4

Com mais produção do agronegócio, o governo trabalha para evitar aumentos maiores de preços. Ocorre que nosso agronegócio alimenta aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas no mundo, e, portanto, a pressão da demanda externa termina pressionando os preços aqui dentro, pois a fonte de produção é a mesma.

Esta inflação, no entanto, não é uma inflação só de demanda, é também uma inflação de oferta, ou seja, as matérias primas, insumos, materiais de embalagem e fretes estão mais caros, e, por vezes, escassos, em função da desorganização internacional das cadeias produtivas, culpa não só da pandemia, mas também, agora, da guerra da Ucrânia.

Assim sendo, este cenário mundial de inflação alta, pode ter uma vida mais longa do que o desejado.

Ocorre que, por aqui, as medidas estão surtindo os efeitos possíveis e a taxa de inflação que percorreu uma curva ascendente entre janeiro e março, agora desenha uma curva descendente entre março e maio, e, segundo o último boletim FOCUS – BACEN deve terminar 2022 em 8,89% a.a.

SELIC

Trabalhando o remédio amargo para domar a inflação, o governo tem mantido a SELIC em patamar elevado e deve, segundo o Boletim FOCUS – BACEN, terminar o ano em 13,25% a.a.

• MÊS X ANO 12/2021 9,25 | 02/2022 10,75 | 03/2022 11,75 | 05/2022 12,75 | 06/2022 13,25

SELIC preocupa, no entanto, nenhum cidadão brasileiro contrata, geralmente, seu empréstimo em SELIC, que é uma taxa referencial interbancária. Na verdade, nossos juros estão estratosféricos em função da concentração bancária, assunto que já tratamos em nossos artigos diversas vezes.

Assim, os juros do cheque especial, cartão de crédito, desconto de títulos, contas garantidas, financiamento de veículos etc. pouco ou nada tem relação direta com a SELIC.

Todavia, uma economia saudável precisa ter uma baixa taxa referencial de juros e uma taxa de inflação sob controle.

PRODUTO INTERNO BRUTO – PIB - BRASIL

Após o PIB da pandemia de 2020, que nos trouxe de volta o PIB negativo, experimentado antes em 2015 e 2016, voltamos a crescer forte em 2021, e, segundo previsão IPEA, voltaremos a crescer de forma mais moderada em 2022.

• ANO X INFLAÇÃO 2016 / -3,31 | 2017 / 1,06 | 2018 / 1,12 | 2019 / 1,14 | 2020 / -4,1 | *2021 / 4,6 | 2022 / 1,8

Este crescimento moderado, dentre outros fatores, é reflexo ainda da desorganização das cadeias produtivas mundiais em função da pandemia, mas também, agora com a agravante da guerra da Ucrânia que também provocou a elevação dos preços dos combustíveis ao redor do mundo.

Ao fim e ao cabo, vemos que os principais índices de nossa economia, aqui analisados, estão num bom caminho ou em vias de entrar num bom caminho. Para um país de economia ainda periférica, enfrentamos com méritos as dificuldades que se apresentaram e ainda se apresentam no contexto mundial.

Outro fator de desestabilização de qualquer economia é o fator eleição.

Neste particular, acredito, que o grau de enfrentamento ideológico e midiático que se apresenta nesta eleição, talvez, atrapalhe mais, no momento, uma melhor performance de nossa economia, do que propriamente as enormes dificuldades do cenário econômico mundial.

O bom é que faltam menos de 100 dias para o dia da eleição e os ventos estão soprando a favor de nossa economia, como vemos acima, e, assim sendo, terminaremos o ano pensando mais num futuro melhor do que num passado duríssimo.









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